O universo não foi feito à medida do ser humano,
mas tão pouco lhe é adverso:
é-lhe indiferente
Carl Sagan
Somos pequenos, tão pequenos que parece que a nossa existência em nada influi o Universo, o seu ritmo, a sua evolução. Somos meras partículas de pó que habitam um pequeno ponto azul, suspenso no infinito.
No entanto, em cada um de nós habita um portal para a grande equação cósmica da existência (DeRose). Ao abrir esse portal percebemos a nossa verdadeira magnitude e que fazemos parte de um Todo, que em nada depende de nós… Mas de nós depende a evolução da Humanidade.
A nossa relevância distingue-se enquanto integrados na rede, na malha, que constitui esta pequena fracção do cosmo. E, visto desta perpectiva, os nossos problemas são micro realidades e somos tão insignificantes como bactérias. Mas vistos da perspectiva da bactéria tomam proporções gigantescas e a realidade resume-se ao nosso espaço vital e àquilo que os nossos olhos conseguem alcançar.
A questão é que nos deixamos engolir, não conseguimos ver além dos nossos horizontes, além dos prédios da cidade e não conseguimos ver além da grandeza do que nos envolve. Que o mundo é vasto, o Universo infinito. Que somos apenas uma parte muito diminuta, que só assume um papel relevante quando nos tornamos seres actuantes. E que aqui estamos para nos integrarmos e sermos felizes.
Isolados somos insignificantes, um ego hipertrofiado ilude-nos. Ao nos integrarmos permitimos ampliar para lá do espaço e do tempo. A nossa consciência expande-se, abre-se o espectro da visão e revela-se o sentido da vida.