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Não deixem nada por dizer, nem nada por fazer.

António Feio

 

Se observarmos as crianças, seres puros e sinceros nas emoções e sentimentos, verificamos que a dificuldade de relacionamento é algo com o qual nos deparamos desde a mais tenra idade. Podemos, por isso, depreender que é inato no ser humano. Desde o ciúme do irmão ou dos pais ou a dificuldade em partilhar os brinquedos, às birras, amuos e mágoas.

 

Na raiz dessas e tantas outras emoções e dificuldades está sempre latente o nosso medo. O medo de falhar, de não ser amado, de ser rejeitado, de perder o objecto de desejo… Quer seja a chupeta, em pequenos, ou o parceiro, em grandes. Sempre o medo!

 

Conhece-se poucas pessoas que sejam de facto de má índole. E, mesmo essas são movidas pelo medo e insegurança, por condicionamentos e má formação. Mas, conhecemos tantas que são dominadas pelas emoções. Pessoas inteligentes, cultas e bem formadas, que se tornam irracionais e inconsequentes.

 

A arte da boa convivência aprende-se, vem da educação e capacidade de aprender com a vida. Exige um coração limpo, muita consciência, tolerância e a noção de que todos temos falhas, medos e que todos erramos.

 

Ao admitirmos e mantermos a consciência que todos temos falhas, só poderemos esperar tolerância e perdão, aos erros e  faltas cometidas.

 

É importante aprender com os erros. Os nossos e dos outros. Quando recorremos a essa extraordinária capacidade, mantemos um constante e consciente aprimoramento de nós próprios, para falhar … cada vez menos.

 

Todos precisamos desse aprimoramento. Embora uns mais numas coisas e os outros noutras. E, a melhor forma de ajudar o próximo a, também ele, melhorar é através do exemplo. Sejamos um exemplo vivo daquilo que pretendemos ver no mundo.

 

Mude o mundo, comece por si.

DeRose

 

Quando alguém falha na arte da  harmonia, da boa convivência e das boas relações, lembremo-nos que isso faz parte da humanidade. É essa consciência de si próprio e da natureza humana, que permitem sermos tolerantes com a falhas alheias.

 

Só seremos livres,

 quando aprendermos a perdoar.

Nelson Mandela

 

Ao aplicar estes princípios, o sentimento é de leveza. Descobre-se que podemos nos libertar e permitir que pessoas maravilhosas entrem na nossa vida, enriquecendo-a. Esparge-se felicidade à nossa volta.

 

Chegará o dia em que não será necessário fazer esforço para nos relacionarmos bem com os outros e nem os outros connosco. Consegue-se uma vida saudável e feliz, onde encontramos espaço para abraçar outras coisas.

 

Se achar que tudo isto é difícil recomendamos a leitura do livro: Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie ou  que faça o curso de Gestão Emocional, com o Prof. Luís Lopes.

Veja AQUI!

 

 

Formação

  DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS PESSOAIS

Programa (20h)

    Módulo 1: Pressões e Stress (4h)
  1. Reacção às pressões
  2. Como monitorar as suas reacções às pressões
  3. Como desenvolver a sua capacidade de reacção às pressões
     Módulo 2: A mudança (4h)
  1. Para quê mudar paradigmas
  2. O que dificulta a mudança
  3. Como romper com velhos paradigmas e mudar
    Módulo 3: Concentração & Intuição (4h)
  1. A chave da eficiência
  2. Como melhorar a concentração
  3. O papel do desenvolvimento pessoal no aflorar da intuição
    Módulo 4: Gestão Emocional (4h)
  1. Perspectiva da antiguidade sobre a emocionalidade
  2. Como colocar as emoções a nosso favor
  3. Reprogramação para o sucesso
     Módulo 5: Lei da Causalidade (4h)
  1. A história do arqueiro
  2. Os mecanismos da causalidade
  3. Como tornar esse conhecimento favorável para atingir metas

 

Objectivos

Baseado em conceitos e técnicas ancestrais, resgatadas pelo Método DeRose, recorre a um conjunto de fórmulas e exercícios, que ensinam como fazer mudanças, de forma efectiva e harmoniosa. Utiliza uma metodologia simples, pragmática e incorporável no dia-a-dia, que permite autonomia e auto-suficiência. Reforça a estrutura biológica do indivíduo, aumenta o seu nível de consciência, estimula a sublimação emocional e o autoconhecimento.

Dotar os participantes de ferramentas que reforcem a capacidade de resposta a pressões, reforcem a auto-estima e a auto-confiança, melhorem o sentido de humor e a capacidade de cooperação.
Tornar os participantes mais harmoniosos, criativos, intuitivos e motivados, permitindo que se sintam mais integrados e úteis, proporcionando uma capacidade de visão e perspectiva da vida mais ampla e feliz.
Constituir uma estratégia inovadora e objectiva, para as empresas, que trará resultados efectivos e duradouros, junto do seu Capital Humano.
Desempenhar um importante papel social ao proporcionar condições para que a qualidade de vida e bem-estar aumentem no contexto laboral.

Destinatários

Empresários, Quadros Executivos e Intermédios

Localidade

Aveiro

 

Inscreva-se aqui!

 

   A felicidade não é a ausência de problemas,

mas a capacidade de lidar com eles.

Não há dever que tanto descuidemos

como o de sermos felizes.

Robert Louis Stevenson

 

Repare como a felicidade é medida em termos comparativos e não um estado de satisfação e contentamento interno. Como ela depende de factores externos e a forma como os percepcionamos. Inclusive, a felicidade comparada evolui no tempo, na história, com a sociedade e com a economia.

A felicidade comparada verifica-se quando a sujeitamos e condicionamos à comparação.

 

Há quem compare a sua situação socioeconómica com a de terceiros. Se comparada com quem aparenta melhor situação, sentem que a vida não os favorece. Por outro lado, se comparada com os menos favorecidos, eleva-se o sentimento de fortúnio. São duas perspectivas diferentes, mas ambas superficiais e voláteis. A sua noção/percepção de felicidade depende da perspectiva que utilizar.

Outros, associam a felicidade à noção de posse. Serei feliz quando tiver o casamento, o filho, o carro, a casa, o barco, etc. E desta forma, pospõe-se a tal da felicidade, porque amanhã já vou querer mais do que queria ontem e a minha felicidade depende desses objectivos.

 

Ela evolui no tempo e até certo ponto é imposta pela sociedade. No passado, uma figura feminina, magra, esguia, quase anoréctica era vista como o modelo de mulher elegante e sofisticada. O modelo a seguir. Hoje, as curvas são mais valorizadas e o estereótipo de mulher desejável é uma mulher mais curvilínea. E desta forma vive-se a roleta russa da felicidade. Se chove fico triste, se faz Sol fico feliz!

 

…deixamos que os media, a imprensa e a publicidade nos vendessem padrões de sucesso, beleza e felicidade inatingíveis…

Vivemos a ditadura da felicidade. É preciso estar feliz sempre, aparentar constante sucesso, exibir uma alegria insustentável.

Para manter essa máscara de felicidade, as pessoas apelam cada vez mais para os antidepressivos. O consumo de medicamentos como Prozac, Valium, Diazepan, Frontal, entre outros, não pára de crescer em todo o mundo.

Janelas de oportunidade

Carlos Domingos

 

A felicidade fica condicionada ao ter e não ao ser. Depende de objectivos, objectos, poder e reconhecimento. Ao cairmos na armadilha de medir a felicidade, geramos constante insatisfação e camuflamos a verdadeira noção do que é ser feliz.

O segredo está em conseguirmos não nos contaminar pela envolvência e as circunstâncias. No meio da dificuldade ser capaz de olhar para si e dizer: Eu escolho ser feliz!

 

Viver feliz é uma arte e nada tem a ver com posse, objectivos ou a forma como o mundo olha para nós. Antes pelo contrário, tem a ver com a forma como olhamos o mundo. Está na satisfação de viver, é algo profundo, que requer gratidão, amor à vida, consciência de si, amor-próprio, contentamento e muita coragem para ser autêntico.

 

Devemos cultivar a arte de extrair contentamento de todas as situações. O contentamento e a sua antítese, o descontentamento, são independentes das circunstâncias geradoras. Surgem, crescem e cingem o indivíduo apenas devido à existência do gérmen desses sentimentos no âmago da personalidade.

DeRose

 

O conceito de contentamento permite-nos uma visão completamente diferente sobre aquilo que poderia condicionar a nossa felicidade. Exemplo:

Para inventar a lâmpada, Thomas Edison realizou 2 mil testes. Sabendo disso, um repórter perguntou-lhe o porquê de tantos fracassos. Edison respondeu: “Eu não fracassei uma vez sequer. Inventei a lâmpada num processo em duas mil etapas” (Janelas de oportunidade, Carlos Domingos).

 

Anúncio publicado pela empresa Age em 2007:

Alguns temem o novo
Porque ele ameaça o estabelecido, contesta as convenções
Desafia as regras
Alguns evitam o novo
Porque ele traz insegurança, estimula o experimento, convida à reflexão
Alguns fogem do novo
Porque ele nos retira da confortável posição de autoridade
E nos obriga a reaprender
Alguns zombam do novo
Porque ele é frágil, não foi consagrado pelo uso
Mas essas pessoas se esquecem que tudo o que hoje é consagrado um dia já foi novo
Alguns combatem o novo
Porque ele contraria interesses, desafia os paradigmas, não respeita o ego, despresa o status quo
Mas tudo isso é inútil
Porque a história da humanidade mostra
Que o novo sempre vem
Por isso, recicle os seus pensamentos, reveja os seus pontos de vista
Actualize as suas fórmulas, métodos, armas
Senão você será sempre um grande profissional
Um sujeito muito preparado para lutar numa guerra que já passou.

O pessimista queixa-se do vento,

o optimista espera que ele mude

e o realista ajusta as velas.

William George Ward 

 

É impossível, nos dias que correm, sob pena de comprometer o futuro das empresas e consequentemente dos seus colaboradores, pedir que o mundo empresarial reduza o nível de pressão e exigência que faz recair sobre o Activo Humano. Embora seja o activo de maior valor, dentro das Empresas e Instituições, é também aquele que é mais comprimido e repuxado, conforme as situações o exigem, até ao ponto de comprometer a sua saúde, felicidade, consciência de si próprio e do mundo e de aproveitar o que a vida tem de melhor.

 

Isto acontece porque sabe-se que temos a capacidade fantástica de dar sempre mais e melhor de nós próprios. Mas embora tenhamos essa capacidade incrível, não nos ensinam como fazê-lo de forma harmoniosa e efectiva. E quem queira viver integrado na actual realidade social e económica, encontra-se envolvido numa teia que exerce pressão de todos os ângulos, seja profissional, social, familiar, afectivo, etc.

Como resultado, as pessoas sentem-se cada vez mais escravizadas e desmotivadas para a arte de viver. Esquecem-se muitas vezes que têm um importante papel a desempenhar na sociedade, que o seu contributo é útil e válido.

 

No entanto, no surgir do Desenvolvimento Sustentável e da Responsabilidade Social, a sociedade em geral e as empresas em particular, começam a ver a necessidade de colmatar esse mal. Interessam-se mais sobre temáticas como Desenvolvimento Pessoal, Filosofias Ancestrais, Intuição, Sublimação Emocional, etc. numa busca por soluções pragmáticas que ofereçam aprimoramento pessoal e elevem o bem-estar e a qualidade de vida.

 

Por trás de uma dificuldade esconde-se sempre uma oportunidade ainda por desenvolver.

 

Pensar, pensar

Por Fundação José Saramago

Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma.

Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008

Que conveniente é ser uma criatura racional,

pois permite-nos encontrar ou inventar

um motivo para tudo o que fazemos.

Benjamin Franklin

  

Acredita-se que a ciência moderna faz novas descobertas, mas na realidade, ela comprova o que alguns sistemas filosóficos transmitem há milénios.

É curioso ver o que hoje a neurociência consegue concluir e como as suas conclusões vão ao encontro do conhecimento empírico de épocas ancestrais.

Sabe-se que as decisões estão na base do comportamento humano. Imagine a quantidade de decisões que tem de tomar todos os dias, a todos os níveis. A capacidade de tomar boas decisões é de suma importância, já que define o rumo da sua vida.

Ao detectar e analisar as diversas áreas do cérebro, que são activadas sempre que tomamos uma decisão, comprovou-se que sem emoção, não há decisão! Um cérebro que não consegue sentir, não pode decidir.

Assim, podemos também concluir que todo e qualquer tipo de acção humana tem como base a emoção. Mesmo que a acção pareça comandada pela razão.

Segundo as filosofias da antiguidade, o desejo está na base do comportamento humano e do desejo nasce a inteligência. Na base da inteligência humana temos, então, como patamar inicial a emoção.

Como poderemos decidir algo, sem nos guiarmos pelos nossos desejos, as nossas emoções? Seria possível ao Homem criar o avião se não tivesse o desejo de voar? A evolução e história da Humanidade é impulsionada pela emoção. É o combustível propulsor que nos leva a agir. Basta pensarmos na irracionalidade de uma guerra e da evolução tecnológica que dela advém.

Dizem-nos, também, essas filosofias que a acção do Homem está comprometida pelos condicionamentos e paradigmas adquiridos através do conjunto de experiências passadas, ou seja, das sensações e emoções anteriormente vividas. Fórmulas foram criadas, para descondicionar e criar novos condicionamentos e paradigmas, nas quais entram o auto-estudo, a auto-superação e uma maior consciência. E que o conhecimento da humanidade é registado no inconsciente colectivo. E é possível, ao Homem, aceder a esse conhecimento através de determinados exercícios e consequente ampliar da consciência.

Para que o indivíduo se liberte das limitações do emocional e do racional é necessário ascender ao patamar seguinte: a intuição. Aqui entram os exercícios de concentração, que permitem ao indivíduo cessar a instabilidade da mente (emocional e racional) e encontrar outra fonte de conhecimento, que por não estar sujeita aos condicionamento e limitações dos patamares anteriores, não está susceptível ao erro.

 

Ao ler o livro Como decidimos, de Jonah Lehrer, pudemos compilar as seguintes conclusões:

  1. Na realidade o ser humano não é um ser ponderado e lógico, mas está dependente do emocional.
  2. Da perspectiva do cérebro humano, o Homo sapiens é o animal mais emotivo de todos. Muito do que pensamos é proveniente das nossas emoções. O cérebro humano tem sido extraordinariamente afinado pela evolução ao longo das últimas centenas de milhões de anos. Segundo o cientista António Damásio, as reacções emocionais vêm da memória evolutiva, das coisas aprendidas pelos nossos antepassados, através da história da evolução.
  3. As nossas emoções são profundamente empíricas. A nossa mente mede igualmente a disparidade entre a expectativa e o resultado e serve-se dos inevitáveis erros para melhorar a sua actuação. O fracasso transforma-se em sucesso. Se a mente não possui a picada emocional da perda, nunca equaciona como ganhar (Perito é alguém que cometeu todos os erros que podem ser cometidos num campo muito estreito. Niels Bohr). Mas confiar nas emoções exige uma constante vigilância.
  4. O nosso cérebro emocional está ainda em evolução e por isso ainda apresenta falhas. Quando somos confrontados com qualquer coisa aleatória, colocamos de imediato um padrão ao barulho. Mas as nossas emoções não conseguem entender que o mundo é mais aleatório do que podemos imaginar. Na tomada de decisão humana, as perdas têm mais significado do que os ganhos. O desejo de evitar qualquer coisa com sabor a perda molda muitas vezes o nosso comportamento, levando-nos a tomar decisões inadequadas. A aversão à perda torna-nos irracionais. Dessa forma as emoções sabotam o senso comum. Outra desvantagem é que as emoções contém instintos obsoletos, que já não se adequam à vida moderna.
  5. As pessoas mais racionais não deixam de sentir emoções, apenas conseguem regulá-las melhor. Ponderamos os pensamentos e sentimentos. Graças ao nosso córtex pré-frontal (onde se processa o pensamento racional) podemos vencer os nossos impulsos e detectar quais as sensações úteis e as que devem ser ignoradas. Permite analisar conscientemente qualquer problema de todos os ângulos possíveis. E aí, concentra-se nos factos capazes de ajudar a descobrir a solução do problema. Podemos pensar de uma forma criativa, encarar o mesmo problema de outra forma.
  6. Por outro lado, pensar demasiado pode levar ao bloqueio sobre pressão, quando a parte do cérebro que regula o comportamento interfere em decisões que, por regra, são tomadas inconscientemente. O excesso de reflexão pode levar ao bloqueio. Quando o racional dita tudo, as pessoas tendem a cometer todo o tipo de erros no que respeita à tomada de decisões. Ignoram a sabedoria das emoções e tentam fundamentar coisas que não se podem explicar. Poderá distorcer o sentido da realidade, enquanto que as emoções são melhores a avaliar as nossas preferências. Uma vez que o racional é limitado, tende permanentemente a condensar dados para facilitar um pouco mais a complexidade da vida. Não está preparado para lidar com excesso de informação. Quando o racional está sobrelotado de informação deixamos de poder controlar a situação. Mistura-se conexão com causa e elaboram-se teorias baseadas em coincidências.
  7. Tanto a razão como a emoção possuem forças e fraquezas significativas. A forma como decidimos deve depender do que estamos a decidir. A razão e a emoção são ferramentas essenciais, que se adequam a tarefas específicas. As questões fáceis são as que melhor se adequam ao cérebro consciente, já que tem poucas variáveis a analisar. Os problemas complexos necessitam sempre dos poderes de cálculo do cérebro emocional, o super computador da mente. Mas mesmo este precisa de algum tempo para processar a informação. As reacções emocionais só são as mais acertadas quando se trata de situações sobre as quais temos um enorme conhecimento, uma grande experiência ou, ainda, em situações de perigo. Os novos problemas exigem a razão, já que o nosso inconsciente (onde o emocional se manifesta) não os conhece.
  8. Somos os primatas mais sociais que desenvolveram uma área do cérebro emocional, que reflecte as emoções de terceiros. O cérebro adquiriu sensibilidade em relação à dor e ao sofrimento de estranhos. Essas novas estruturas nervosas que se desenvolveram constituem uma adaptação biológica muito recente. O cérebro emocional elabora o veredicto, determinando o que está certo e o que está errado. O cérebro racional explica o veredicto. Fornece razões, mas todas elas ocorrem depois do facto. A evolução programou-nos para que nos preocupemos com os outros.
  9. As emoções mais fortes e pensamentos convincentes vencem as mais fracas. A maioria dos cálculos efectua-se a um nível emocional e inconsciente e não a um nível lógico. Decidimos segundo as doses de prazer ou desagrado. Aí surge o perigo da certeza. A tendência inata de dar ouvidos cedo demais a argumentos existentes na nossa mente.
  10. Para melhorarmos a nossa capacidade de decisão, podemos criar ambientes de tomada de decisão que nos ajudem a aceitar hipóteses contrárias. Uma boa tomada de decisão exige que utilizemos os dois hemisférios da mente. É preciso promover o debate interno, dar ouvidos às diferentes áreas do cérebro. Este exercício exige consciência, mas o debate interior diz-nos qual a melhor forma de decidir.  Ao praticar as decisões estamos a fazer uso da nossa esplêndida capacidade de aprender com os nossos erros. O treino e a experiência, ou conhecimento, levam a decisões mais acertadas.

 

 

Gostaríamos de dar a conhecer o estudo “O impacto das best practices de gestão do Capital Humano no desempenho das empresas“, da autoria de Luís Monteiro. Representa o 1º estudo realizado em Portugal com o objectivo de avaliar e medir a influência das práticas de gestão do Capital Humano na performance das 500 Maiores e Melhores empresas (de acordo com o ranking da EXAME).

Os resultados decorrentes do estudo de investigação demonstram que a gestão do capital humano tem o potencial de constituir uma fonte de vantagem competitiva e um factor determinante do desempenho.

De acordo com o estudo, as boas práticas de gestão de RH são responsáveis por 13% da margem de lucro e 4% da produtividade das empresas.

Os colaboradores das empresas mais bem posicionadas no índice de boas práticas registam, em média, uma produtividade anual (medida em volume de vendas) superior em 300 mil euros face aos trabalhadores de empresas que ocupam as últimas posições no índice.

Artigo Jornal Negocios

Saiba mais em: http://sites.google.com/site/bestpracticesrh/

  

 

Bastará observar atentamente como uma pessoa respira, 

para saber qual o estado emocional em que se encontra. 

André Van Lysebeth 

  

A respiração é uma das funções vitais do nosso organismo e é crucial para o nosso bem estar e qualidade de vida. 

Quando nascemos executamos uma primeira inspiração e, assim, despertamos para uma existência fora do ventre materno. Quando chega ao término exalamos uma última vez e partimos para outros planos. Ela marca o início e o fim. E, no entretanto, marca o ritmo da nossa vida.  

  

A maioria das pessoas respira de forma superficial, utilizando apenas uma ínfima parte da capacidade pulmonar, ignorando que a cada estado emocional corresponde um ritmo respiratório e que ao manipular o ritmo respiratório conseguimos sublimar as emoções, interferir positivamente no desempenho profissional, nas relações sociais, nas relações afectivas e na qualidade de vida. 

Uma cadência profunda e ritmada demonstra satisfação, segurança, serenidade, enquanto que uma respiração curta e rápida, denota ansiedade, insegurança ou medo. Respiração, mente e emoções interagem mutuamente. 

  

A respiração é o único acto vital inconsciente ao qual podemos ter acesso e manipular de imediato. É impossível dar ordens directas ao fígado, estômago ou baço, mas podemos a qualquer momento regular a respiração. 

  

A prática milenar de exercícios respiratórios, desenvolvida, empiricamente, pelos sábios da antiguidade, permite ir mais além e tomar consciência de que a energia vital, que compõe o nosso corpo, é a mesma que configura e movimenta o universo. Esta prática promove o autoconhecimento, amplia a percepção da consciência e actua sobre o corpo emocional, desenvolvendo a força de vontade, a concentração e aumentando a consciência corporal. 

  

Vejamos como actua esta ciência empírica: 

  

1.       Respiração completa composta por três fases: 

a.       Abdominal – respiração diafragmática que se processa na parte baixa dos pulmões e equivale a cerca de 60% do volume total de ar que pode ser assimilado. Quanto mais amplo for o  movimento do diafragma, mais ampla será a respiração baixa. Estados de tensão, ansiedade, angústia ou depressão, encurtam essa movimentação do diafragma, tornando a respiração superficial e limitando a oxigenação do corpo. Basta mudar para uma respiração ampla e lenta para eliminar essas condições emocionais. 

  

b.       Intercostal – respiração que utiliza a região média ou intercostal da caixa toráxica. Movimenta a estrutura ósseo-muscular do tórax para os lados, com o trabalho do diafragma. Equivale a aproximadamente 30% do volume de ar que pode ser inspirado de uma só vez. Ao ampliar e dominar este movimento promove-se uma maior expansão lateral do tórax. É importante dominar esta respiração para poder utilizar a total capacidade dos pulmões.  

  

c.        Alta – respiração que se processa na região clavicular, na parte superior do tórax. A maioria das pessoas respira desta forma. É equivalente a 10% do volume total de ar inalado. Quando usada exclusivamente exige um grande esforço na captação de ar. Respirar apenas com a parte alta dos pulmões está relacionado com estados de nervosismo e angústia ou stress excessivo, possivelmente somatizados na forma de tensão muscular no abdómen e no tronco. 

  

A prática de exercícios respiratórios promove a respiração completa, utilizando a parte baixa, média e alta dos pulmões, estimulando todo o potencial e capacidade dos mesmos. Proporcionando uma maior oxigenação e produção de endorfinas e consequentemente uma sensação única de bem estar, leveza e vitalidade. 

A respiração completa é a manifestação da personalidade dinâmica, livre, realizadora e consciente. Todo o aparelho respiratório funciona com amplitude e assimila uma quantidade maior de energia. 

  

2.       Energia e força vital 

Todo o Universo é composto na sua essência de energia. Tudo o que existe é energia e tudo o que se move manifesta energia. Ela enche e move tudo, é inesgotável e infinita. Uma das mais possantes e incompreensíveis  manifestações da natureza. 

  

A energia cósmica abrange todas as partículas atómicas e manifesta-se nas forças elementares da natureza através da luz, calor, magnetismo, electricidade, gravidade. 

No plano humano, essa energia, é a força vital que forma o nosso corpo tangível, regulador de todas as funções orgânicas e físicas. O volume de energia biológica, bioenergia ou força vital, no corpo, determina o grau de vitalidade de cada um de nós. 

  

Ela está presente no ar, sem ser oxigénio, azoto, nem qualquer outro constituinte químico da atmosfera. Existe na comida, na água e na luz solar, sem ser vitamina, calor, ou raios solares. O ar, a água, os alimentos e a luz transportam a bioenergia, da qual depende toda a vida animal e vegetal. Sem ela nenhuma forma de vida é possível. 

  

A fonte mais importante de energia vital é a atmosfera, mas encontra-se também nos alimentos e na água. O Sol, os raios cósmicos e as massas de água em movimento e evaporação são os factores principais que carregam o ar de energia. 

  

Os órgãos de absorção de bioenergia são a pele, a língua, nariz e alvéolos pulmonares. Flui no Homem pelos canais da fisiologia subtil, os canais energéticos. Uma imensa e intrincada malha de correntes energéticas que vivificam o corpo físico. O organismo é um acumulador, transformador de força vital. 

  

Na antiguidade, os sábios aperceberam-se dessa energia e desenvolveram exercícios que permitem aumentar a captação desse fluxo, de o acumular, dirigir  e expandir, conforme a sua vontade. Conseguindo, assim, um domínio consciente das energias vitais no nosso corpo. 

  

3.       Retenção, ritmo respiratório e mentalização 

Existe uma relação muito estreita entre ritmos respiratórios e estados de consciência. A respiração reflecte todas as variações do fluxo emocional ou mental. Ao interferirmos no ritmo respiratório, de forma adequada, podemos criar situações favoráveis ou ainda reverter situações que não sejam do nosso agrado, através do domínio desse mecanismo. 

  

O ritmo é uma propriedade fundamental do cosmos. No decorrer da evolução toda a vida terrestre foi modelada por ritmos. O organismo humano é muito sensível ao mesmo. O ritmo das pulsações do coração e da respiração são os mais evidentes e importantes e são estreitamente solidários entre si. Ao dominar o ritmo respiratório influenciamos o ritmo cardíaco, ligado ao ritmo fundamental de todo o organismo. Assim, ao modificar estes ritmos fundamentais é possível influenciar todas as funções fisiológicas e psicológicas do ser humano. 

  

Uma respiração consciente e ritmada absorve o mental, dando uma sensação de serenidade, já que a mente passa a ocupar-se unicamente dessa função. Melhora a capacidade de concentração e aumenta a energia. 

  

A retenção do ar permite assimilar e direccionar a energia vital, através do pensamento.  Retenções curtas permitem, ao prolongar o tempo de contacto do ar com os pulmões, uma melhor utilização do ar, aumentando a absorção do oxigénio. 

As retenções estimulam a respiração celular, intensificam a produção de bioenergia e das trocas de energia em todo o corpo, agindo poderosamente sobre o sistema neurovegetativo. Durante a retenção as pulsações cardíacas abrandam, travando a circulação sanguínea, o que economiza o oxigénio trazido pelo sangue e activa a combustão intra-celular, libertando energia. Esse fenómeno celular, de auto preservação, estimula os processos normais e vitais em todas as células do organismo. A prática regular assegura um bom dinamismo fisiológico, melhora o tónus vital e permite resistir ao stress e todas as experiências de vida. 

  

Utilizam-se técnicas de mentalização e concentração para desenvolver, unificar e direccionar o potencial da mente que, de modo geral, está disperso. Esta influencia a fixação de energia e pode aumentar a sua absorção e circulação no organismo. 

  

Durante a inspiração mentalizamos/visualizamos a captação de energia pelas narinas, sob a forma de energia pura. Na retenção visualizamos o acumular de energia e sua distribuição. Na expiração dirige-se o fluxo de energia por todo o organismo ou para uma região à escolha. 

  

4.       Posições e gestos 

São utilizados para a prática gestos e posições físicas específicas que tem por objectivo isolar o corpo de influências telúricas, fechar circuitos electromagnéticos e favorecer a circulação de energia, minimizando a dispersão ou perda de energia. 

  

5.       Exercícios de hiperoxigenação 

O cérebro é o maior consumidor de oxigénio no corpo. Ao executar exercícios de hiperoxigenação favorecemos a irrigação cerebral, pela aceleração do fluxo sanguíneo. Constitui um tónico cerebral puro e único.  

Produzem uma oxigenação intensa e é altamente energizante e vitalizante. Elimina o cansaço e a depressão em poucos instantes. Ao oxigenar o organismo, revitaliza os tecidos e aquece o corpo. No plano subtil, provoca um aumento relevante da força de vontade e da consciência de si próprio. 

  

Inspirar tanto significa trazer ar para os pulmões, como encher-se de inspiração, de entusiasmo criador, artístico. E energia significa capacidade de produzir actividade ou trabalho, eficácia, poder de acção, força. Isso não ocorre por acaso. A cada inspiração estamos a captar força vital, poder e energia. Essa energia universal, cósmica, criadora de vida. 

  

  

Nota: Se é leigo na matéria, para sua segurança, não pratique exercícios respiratórios sem a orientação de um instrutor formado.  

Estão contra indicados os respiratórios com retenção ou ritmo a todas as pessoas portadoras de problemas cardíacos, pressão alta e saúde abalada em geral. 

  

Bibliografia: 

Tratado de Yôga – DeRose 

Respiração Total! - Rosângela de Castro 

Pranayama, a dinâmica da respiração -  André Van Lysebeth